Sindopem e CGTB-ES apoiam o fim do Fator Previdenciário.
Os representantes das Centrais Sindicais estão fazendo uma mobilização todas as terças e quintas-feiras na frente do Congresso desde o dia 14 de junho. O objetivo é negociar com os parlamentares a votação de projetos que tratam de direitos trabalhistas.
Alguns desses direitos tramitam há tempos pelo Congresso, como a redução da jornada, a regulamentação do trabalho terceirizado e o fim do Fator Previdenciário. Sobre essa última questão, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, acredita na possibilidade de substituir o mecanismo, que segundo ele, é maldito para a maioria da população.
O presidente do Sindopem, José Silva, aponta as camadas mais prejudicadas. “A população que mais sofre nestes casos são os pobres e negros que ingressam no mercado de trabalho em média aos 15 anos por necessidade de ajudar a família. As mulheres também acabam penalizadas pela dupla jornada de trabalho”, diz.
Segundo o INSS, com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, calculada pelo IBGE, a partir de agora um segurado de 55 anos de idade e 15 de contribuição teria de contribuir com mais 41 dias para ter direito ao mesmo valor de benefício que teria anteriormente. “O Fator Previdenciário desestimula o trabalhador a se aposentar mais cedo. Os direitos trabalhistas tem o objetivo de nos amparar”,explica.
Além do corpo a corpo com deputados e senadores, os dirigentes da Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e Nova Central apresentaram uma agenda unificada de mobilizações por todo o Brasil, com início previsto para julho.
Assessoria: Raiz Comunica | Foto: Bretas |